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Moradia como serviço - O que você precisa saber

· Empreendimentos

A indústria da construção civil tem passado por grandes mudanças nos últimos anos. Com isso novas tendências estão surgindo no mercado. Algumas relacionadas a tecnologia e outras a moradia. E é sobre isso que falaremos neste post!

Muito por conta do cenário econômico do país, o conceito de morar tem ganhado novas perspectivas. Muitas delas com o objetivo de compartilhar e economizar.

Mas quais são essas tendências?

Nós vamos responder à essa pergunta. Porque acreditamos que essas mudanças podem ser o diferencial competitivo que você precisa para se destacar no mercado.

Mudanças em como moramos

O conceito de morar ganhou novas perspectivas nos últimos anos. Isso porque a maioria das pessoas, principalmente os jovens entre 25 e 35 anos, têm buscado constituir família cada vez mais tarde. E isso faz com que eles não busquem, como primeiro imóvel, algo muito maior que 50m².

Essa mudança pode ser vista nos empreendimentos que tomam conta das cidades. É muito comum ver projetos sendo desenvolvidos com tamanhos entre 30m² a 60m² próximo a metrôs e grandes avenidas, onde há fácil acesso ao transporte público.

Isso é reflexo da rotina e da forma como o consumidor tem levado a vida. Cada vez mais em busca de qualidade e menos bens materiais. Anteriormente, moradia era prioridade, hoje trata-se, na maioria das vezes, de um local para dormir. Já que as pessoas passam cada vez menos tempo em casa.

Com isso, cada vez mais se torna vantajoso a possibilidade de compartilhar moradias. E é importante que as construções habitacionais sejam desenvolvidas com base neste modelo de convivência.

Co-living

Uma das alternativas que pretende derrubar, não só paredes mas também a crise de falta de espaços físicos e a individualização, é o Co-living. Trata-se de um movimento que estimula a integração, sustentabilidade e colaboração.

Apesar de parecer um conceito atual, o co-living teve origem em 1972 a partir do Saettedammen, o primeiro projeto cohousing (termo similar, que se refere ao compartilhamento de habitações) do mundo.

Os principais fundamentos deste movimento, são:

  • Comunidade em harmonia com a individualidade;
  • Aproximação de pessoas e troca de experiências;
  • Consumo pensando na colaboração;
  • Projeção compartilhada de residências;
  • Economia de recursos naturais;
  • Divisão de decisões e tarefas.

É fácil notar que todas as bases do co-living estão relacionadas aos ideais de reaproveitamento e consumo consciente. O que se assemelha muito com a cultura da economia colaborativa, outra tendência que ganha cada vez mais força.

Muitas vezes o co-living é comparado com repúblicas estudantis, casas de repouso ou iniciativas de hospedagem compartilhada (movimento de aluguel temporário). Porém, apesar de algumas semelhanças, este movimento apresenta diferenças na prática.

A ideia de comunidade é bastante forte e, geralmente, surge no momento de consideração das necessidades e compartilhamento de expertises entre diferentes pessoas, que projetam esses imóveis em cocriação.

Senior living

Dados apresentados pelo Secovi - SP no ano passado, apontam alta de 10% no número de pessoas com mais de 60 anos. Em 2050, essa população pode chegar a 30%. Com isso, cada vez mais surge a necessidade do desenvolvimento de projetos voltados para este público.

Uma das soluções são as Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPI), conhecidas também como senior living. A ideia é quebrar o estigma dos asilos, que na maioria das vezes são ambientes tristes e com semelhança hospitalar.

Desenvolvidas para pessoas a partir de 55 anos, as senior livings são a nova tendência de moradia para idosos. O principal objetivo é garantir um espaço agradável, estimulante e aconchegante para os moradores.

Pensadas para fortalecer e estimular a autoestima, boa parte das senior livings possuem espaço para atividades ao ar livre, horta, salão de beleza e até culinária. Tudo para manter os moradores ativos.

Os tipos de moradia existentes hoje no mercado, como asilos, casas de repouso ou clínicas geriátricas, além do custo elevado, oferecem solidão e falta de perspectiva. E é neste ponto que o conceito de senior living se torna um diferencial, pois garante o sentimento de acolhimento e pertencimento.

Como você pode ver, existe espaço e público-alvo no mercado para construir este tipo de empreendimento.

E fique atento a nossa dica:

Não se esqueça de, ao desenvolver um projeto de senior living, levar em consideração as normas de acessibilidade e contar com uma estrutura assistencial de saúde.

Vamos ao último, mas não menos importante, conceito de moradia:

Student Housing

Traduzido do inglês “moradia estudantil” este conceito está muito longe das famosas repúblicas presentes em cidades universitárias, que na maioria das vezes são residência pequenas onde podem chegar a morar 6 estudantes.

O Student Housing já mudou este cenário nos EUA e na Europa e hoje existe um mercado imenso de propriedades projetadas especificamente para estudantes. Trata-se de imóveis com gestão profissional e infraestrutura completa.

Com ambientes modernos, o Student Housing pode oferecer aos moradores internet, piscinas, salão de jogos, academias, copas, lavanderias e quartos individuais ou compartilhados. Além disso, esses imóveis possuem segurança 24h e proximidade do campus.

O público alvo desses alojamentos, são:

  • Estudantes universitários;
  • Estudantes graduados;
  • Candidatos a MBA;
  • Pesquisadores;
  • Professores;
  • Funcionários das universidades.

Mas fique atento!

Cada hóspede tem suas expectativas e necessidades, por isso merecem projetos diferentes. Enquanto estudantes anseiam o convívio social em áreas comuns, pesquisadores precisam de mais tranquilidade e privacidade. Públicos diferentes, produtos diferentes.

O setor imobiliário de Student Housing é muito desenvolvido no hemisfério norte, que é considerado uma classe de ativos de base imobiliária de alto retorno, grande volume de transações, elevada ocupação e baixa vulnerabilidade.

Por isso, esses fatores são os principais incentivos para o desenvolvimento de empreendimentos com este formato.

No Brasil, bem lentamente, este conceito tem ganhado força. Algumas cidades tradicionalmente estudantis do interior do estado de São Paulo, como São Carlos e Campinas, já contam com um movimento de empreendedores neste tipo de projeto.

Aqui ainda são comuns empreendimentos, como:

  • Casas alugadas: são as repúblicas convencionais, onde alunos se organizam em grupos de 4 a 10 pessoas para locar um imóvel;
  • Kitnets alugados: essa é a forma que mais se assemelha ao student housing internacional do ponto de vista de investimento imobiliário. Porém as versões brasileiras contam com pouca especificidade no projeto, prevalecendo o amadorismo tanto na administração como nos detalhes dos acabamentos do produto;
  • Apartamentos alugados: ficam em prédios residenciais comuns e são procurados por alunos que buscam mais tranquilidade, organização e segurança. Esse formato de moradia tem custo mais elevado para alunos pois muitas vezes é rateado em poucas pessoas (2 ou 3);
  • Hotéis: esse tipo de hospedagem normalmente é procurado por estudantes de primeiro ano que ainda não conheceram colegas ou ainda por profissionais como professores que não precisam viver na cidade onde lecionam;
  • Residências Estudantis (dentro da universidade): são moradias das universidades que em geral são antigas, carecem de manutenção e as poucas vagas existentes são priorizadas à pessoas em condição socioeconômica desfavorável.

As instalações desenvolvidas no Brasil ainda estão longe de ser o ideal de moradia para estudantes. Mas verifica-se que, felizmente, o mercado da construção civil encontrou um novo nicho.

Para concluir…

Como você pode ver, existem outros caminhos para seguir na construção civil que podem, além de oferecer ao setor um diferencial econômico, permitir aumento na sua lucratividade e possibilidade de novos negócios. O valor cobrado mensalmente é superior aos aluguéis convencionais, justamente pela camada extra de serviço que é inserida, o que gera um maior rentabilidade para o empreendedor e mais comodidade e conforto para o usuário.

Por isso não deixe de avaliar outros nichos de mercado, novos negócios e tecnologias que possam auxiliar no crescimento e desenvolvimento da sua empresa.

Gostou do assunto e quer ajudar para achar o local ideal para você desenvolver o seu projeto de co-living? Entre conosco pelo link abaixo.

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