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Empreendimentos Multipropriedade

O que você precisa saber!

Já falamos aqui no blog sobre a economia colaborativa e os os benefícios de compartilhar espaços, como as cidades compactas, student housing, senior living, dentre outros modelos de moradia. Que não são boas escolhas somente para o bolso do consumidor, mas também para o meio ambiente e para a sociedade como um todo.

E essas tendências têm se tornado cada vez mais reais no mercado imobiliário. Já que o principal objetivo do setor têm sido oferecer mais qualidade de vida, menos impacto ambiental e melhor aproveitamento de espaços.

Com isso, surgiu também outro modelo de moradia: a multipropriedade.

Nesse post você vai encontrar todas as informações que precisa saber sobre este conceito, incluindo o que é, como funciona e porque é importante para a construção civil.

Vamos começar?

O que é multipropriedade

Conhecido também como timeshare (traduzido para português como: tempo compartilhado), este conceito surgiu nos Estados Unidos, na década de 60, a partir da necessidade de reduzir os custos, como: segurança, manutenção, impostos, entre outros, de casas de veraneio e de luxo. A ideia é comercializar esses imóveis entre vários clientes para que essas despesas fossem divididas.

Porém, como dividir o custo dos imóveis com outras pessoas e usufruir disso?

Pois bem, a ideia é que todos os proprietários devem usufruir da residência por tempo determinado. E por mais que pareça com o conceito de propriedade compartilhada, a moradia é privada.

A diferença é que, na prática, o imóvel tem diversos donos e cada um deles pagou por uma fração do valor total da propriedade. Com isso, cada um deles tem pleno poder sobre o bem durante o período pré-fixado. Inclusive tirar proveito financeiro sobre ele.

Por enquanto, este conceito é mais popular na área de turismo. Porém, com as demandas do mercado, as multipropriedades têm sido adotadas em outros segmentos, tais como:

  • Aeronaves particulares;
  • Resorts;
  • Barcos, navios, lanchas e iates;
  • Carros de luxo.

Ainda vale ressaltar que as multipropriedades podem ser divididas em quatro modalidades:

  • Acionária ou societária: são os casos onde ações ordinárias são representativas da propriedade do imóvel, as quais ficam em poder dos proprietários. Isso garante a gestão social do imóvel e confere ao acionista o direito de uso do bem por determinado período;
  • Direito real de habitação periódica: possui características de direito real de fruição, no qual o proprietário pode usar o imóvel em zona turística por prazo determinado e proporcional ao investimento. Neste caso há , inclusive, um certificado predial, no qual é possível fazer a transferência proprietária;
  • Imobiliária ou complexo de lazer: cada multiproprietário possui uma cota ideal alusiva ao solo, edificação, centro de lazer e apoio. Com isso é possível usar pelo tempo estipulado, seguindo as normas condominiais;
  • Hotelaria: tem como objetivo ampliar as zonas hoteleiras e centros turísticos, com o direito de uso habitacional para uso temporário por unidade ou apartamento.

Ainda não ficou muito claro o que seria a multipropriedade?

Ok. Imagine que você gosta muito de viajar para o Rio de Janeiro e sempre arca com hospedagem em hotéis. Pode até ter pensando em comprar um imóvel, mas as despesas seriam muito altas para bancar sendo que estaria lá somente alguns períodos durante o ano, certo?

Com o imóvel multipropriedade você paga apenas por uma fração de um apartamento ou uma casa de luxo e tem o direito de usufruir dele por 4 semanas durante um ano. Essa quantidade de semanas pode variar de acordo com a quantidade de frações que você adquire.

Agora talvez você esteja se perguntando:

Como um empreendimento multipropriedade pode ser um bom negócio?

A possibilidade das empresas venderem seus empreendimentos neste modelo pode gerar muitas oportunidades de negócio. Uma dessas possibilidades é a composição de um grupo de pessoas para a compra de imóveis.

Mas qual a vantagem nisso?

Você pode se beneficiar do chamado overhead. Trata-se da cobrança de taxas administrativas sobre os valores de locação que são repassados ao proprietário. Com isso, o gerenciamento da multipropriedade pode gerar ganhos financeiros através do maior montante negociado por locação.

Outra vantagem de negócio que este conceito de empreendimento pode te oferecer é a possibilidade de vender o mesmo imóvel múltiplas vezes, gerando um VGV consideravelmente maior (normalmente 3-4x) que a incorporação tradicional. Lembre-se que o mesmo aparatamento, por exemplo, é vendido 12 vezes (no caso de cotas mensais).

Normalmente, neste segmento, a principal atratividade está relacionada a exclusividade da propriedade. Por exemplo, sua localização e qualidade, e isso se torna um diferencial significativo em relação a outras ofertas de hospedagem.

Além disso, você também pode utilizar a multipropriedade como uma opção de investimento imobiliário. Já que cada cliente adquire apenas uma cota, o investimento em propriedades em boas localidades se torna acessível e um bom negócio.

Desta maneira, a multipropriedade oferece um aproveitamento melhor dos recursos físicos e financeiros, tanto para os clientes quanto para empresas.

Dentre os benefícios da multipropriedade, vale destacar:

  • Mais liquidez financeira;
  • Otimização da utilidade do bem e da função social;
  • Divisão proporcional das despesas e custos;
  • Desembolso proporcional ao tempo de utilização;
  • Possibilidade de remuneração enquanto o imóvel não é utilizado;
  • Direito a propriedade;
  • Acesso a bens de valor alto;
  • Geração de riquezas para outros investimentos.

Porém, mesmo que este conceito na construção civil esteja se tornado cada vez mais popular, algumas questões jurídicas em relação à isto não estão bem definidas.

Por isso é importante que você fique atento aos:

Procedimentos jurídicos das multipropriedades

A Câmara dos Deputados já possui o Projeto de Lei n 7553/2017 que refere-se as multipropriedades. Porém ainda existem lacunas que precisam ser regulamentadas.

Uma das questões que precisam ser regularizadas é a necessidade de uma convenção aprovada pela maioria dos proprietários na tomada de decisões das regras do uso do imóvel.

O projeto também prevê os procedimentos que devem ser adotados em casos de penhora do bem. De acordo com o documento, os proprietários não podem arcar com prejuízos individuais em casos como esse devido a dívida de algum deles.

Também existe o Projeto de Lei n 54 do Senado que estabelece que os multiproprietários não têm direito de promover mudanças nos equipamentos, estruturas, instalações e mobiliário.

Além disso, a PL 54 prevê a modificação na Lei de Registros Públicos. Com isso, uma ficha auxiliar seria criada junto à matrícula do imóvel, onde estariam as informações relacionadas aos titulares de cada fração e as regras da convenção do condomínio.

Conclusão

Como você pode ver, investir em empreendimentos de multiprioridade pode ser um bom negócio para sua construtora. Por isso, é importante que você saiba tudo sobre isso, para que possa oferecer um diferencial competitivo frente ao mercado.

Buscar novas formas de inovar e investir na indústria da construção civil pode gerar novos negócios e consequentemente aumento na lucratividade da sua empresa.

Você, empreendedor, está buscando áreas com vocação para empreendimentos multipropriedade? Entre em contato conosco!

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