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Cidade Compacta - A necesidade do adensamento

· Empreendimentos
Você provavelmente já percebeu que nos últimos anos é cada vez mais frequente a construção de grandes edifícios nas cidades. Cada vez maiores e com apartamentos menores, o objetivo é acomodar o maior número de pessoas.

Só em 2015, 106 prédios de 200 metros ou mais de altura foram finalizados ao redor do mundo, segundo dados do Council on Tall Buildings and Urban Habitat (CTBUH). Este número supera o do ano anterior, 99 edificações.

Mas afinal, por que isso acontece?

Isso é reflexo de um movimento conhecido como cidades compactas, que diz respeito à concentração de coisas e pessoas. Além de definir a forma como a cidade é sentida e vivenciada, em muitos casos isso remete a prédios mais altos para concentrar o maior número de pessoas possíveis por quilômetro quadrado.

Pode não parecer, mais é importante que você entenda este conceito já que ele tem se tornado cada vez mais presente no setor e contribui com o desenvolvimento imobiliário.

Pensando nisso, neste post você encontrará as informações que precisa, além de se atualizar das tendências no mercado.

Vamos começar explicando…

O que são cidades compactas

Quanto maior a cidade, maiores os impactos. Seja no transporte, drenagem ou fornecimento de água e nas construções civis. Grandes cidades, como São Paulo, pagam um preço elevado por conta da expansão não planejada. Consequência disso é o tempo que a população perde nos deslocamentos entre trabalho, casa, estudo e lazer.

E ao mesmo tempo é fácil constatar que iniciativas do poder público voltadas para a minimização do caos do trânsito custam a ter algum efeito prático. Ao passo que a construção de mais rodovias, metrôs, ruas ou avenidas, não dão conta de resolver o problema.

Sendo assim, qual seria a solução?

De acordo com especialistas em gestão urbana, as cidades compactas, conectadas, sustentáveis e inclusivas, minimizam de maneira muito eficiente este problema.

Este conceito trata-se de regiões onde as locomoções realizadas diariamente são mais curtas, uma vez que o foco das cidades está no desenvolvimento de áreas adjacentes às cidades pré-estabelecidas.

Além disso, uma cidade compacta é aquela que concilia tanto a capacidade do trânsito quanto sua densidade. Pois seu desenvolvimento passa, obrigatoriamente, tanto pelo Plano Diretor quanto por um Desenvolvimento Orientado para o Trânsito (TOD).

É importante que você entenda:

O conceito de cidade compacta não pode ser resumido por fórmulas, e sim pensado de acordo com a realidade de cada metrópole. Mas existem algumas medidas que podem ser adotadas para o planejamento urbano compacto e eficiente:

  • Espaços multiusos e criativos;
  • Reduzir o número de deslocamentos;
  • Habitar o centro;
  • Oportunidades de emprego mais perto de casa;
  • Investir em corredores verdes;
  • Incentivar o transporte alternativo.

Mas talvez, neste ponto, você esteja se perguntando:

Qual a importância das cidades compactas na construção civil

As cidades, como são concebidas atualmente, representam 75% da poluição e o impulso ao crescimento urbano ultrapassam os limites considerados pelas instituições de proteção ao meio ambiente. O futuro da civilização será determinado pelas cidades dentro das cidades e o volume de recursos consumidos e poluição gerada aumentarão substancialmente.

Isso é reflexo do desenvolvimento dos subúrbios. Já que foi preciso construir estradas e com isso houve o aumento substancial do número de automóveis, congestionamentos e, consequentemente, poluição do ar para que as pessoas chegassem ao centro.

Impressionante, não é?

Mas você sabia também que, a cada 20 horas, 20 hectares de terreno cultivável se submetem ao desenvolvimento imobiliário. Entre 1970 a 1990, a população metropolitana de Chicago, por exemplo, cresceu 4%. Enquanto as áreas edificáveis aumentaram 46%.

Mas calma! Não estamos dizendo que você deve parar de construir. Porém é preciso fazer isso de maneira mais consciente.

As cidades precisam se organizar para viver com usos mistos que devem estar agrupados em torno de núcleos de transporte público compartilhado, por exemplo. O objetivo é que as distâncias a serem percorridas sejam vencidas a pé ou de bicicleta.

Hoje, o desenvolvimento de cidades compactas tem como meta, a longo prazo, criar uma estrutura flexível para a comunidade, dentro de um ambiente saudável e limpo. Quando proporcionamos esse contato olho no olho, é possível proporcionar um momento saudável de convívio, com mais rotas para caminhadas e ciclovias, reduzindo o uso de automóveis e poluição.

Mas para a criação dessa comunidade, é preciso trazer de volta os moradores ao centro da cidade, pois este é o fator essencial para um planejamento sustentável.

Para isso, é preciso abandonar de vez o modelo urbano dominante, encontrado no Estados Unidos: uma cidade dividida em zonas por funções, com áreas para escritórios, shopping centers, áreas de lazer e bairros distantes acessados por vias expressas.

Este modelo de cidade é tão comum na construção civil de países menos desenvolvidos, que ainda estão focados nesta trajetória, mas que já fracassou nos países desenvolvidos.

Os edifícios urbanos, nos quais encontramos consultórios, residências, escritórios e lojas, dão vitalidade às ruas. Com isso reduzem a necessidade do indivíduo sair de carro ou se locomover por grandes trajetos.

Um bom exemplo disso existente no Brasil é o edifício Copan, em São Paulo.

Projetado por Oscar Niemeyer em 1951, a construção é a maior estrutura de concreto armado do país. Possui 115 metros de altura, 120 mil m² de área construída, 1.160 apartamentos e cerca de 5 mil moradores que estão distribuídos em seis blocos. No térreo existem cerca de 70 lojas, como restaurantes, lavanderias, igrejas, e outros serviços e lojas.

Esse uso misto do espaço atende à algumas necessidades dos moradores, sem ao menos sair do prédio.

Por isso, as cidades compactas são tão importantes, não apenas para a construção civil, mas para a sociedade como um todo.

Ainda está difícil de acreditar? Então veja abaixo:

Os benefícios da Cidade Compacta

Já existem, por todo o mundo, inúmeros projetos de urbanização com o conceito de cidades compactas, ou seja, verticalização planejada com sustentabilidade.

A otimização dos serviços públicos, juntamente com a redução da pressão sobre as áreas de vegetação natural, são um dos principais benefícios dessas propostas.

A valorização de espaços de “respiro”, como praças, parques ou percursos com área verde, são fundamentais, já que concentram um número maior de pessoas em áreas previamente definidas.

O adensamento planejado no conceito das cidades compactas também otimiza a infraestrutura. Por exemplo, a mesma rede elétrica ou de água, ao invés de servir a 10 casas, atenderia em uma cidade compacta um número muito maior de pessoas.

Esse mesmo raciocínio pode ser aplicado para os serviços de educação e saúde. A verticalização reduziria a necessidade de ampliação da rede para regiões mais distantes. Já que em um centro urbano mais adensado, mais pessoas teriam acesso aos mesmos postos de saúde e às mesmas escolas.

Ou seja, áreas verticalizadas, com infraestrutura correta e incentivo ao uso misto - onde as pessoas moram, trabalham e se divertem sem grandes deslocamentos - representam melhorias na qualidade de vida e na mobilidade urbana.

Isso sem falar no uso de serviços e recursos públicos, que ali empregados, são capazes de atender a mais pessoas e de forma mais racional.

Esses benefícios são mais atrativos do que as das cidades dispersas, conhecidas também como espraiadas, onde existe baixa densidade populacional e sua circulação é baseada principalmente no transporte individual.

Um exemplo das cidades dispersas são as casas no subúrbio norte-americano, onde existem amplas casas unifamiliares isoladas no meio de grandes terrenos.

Vale ressaltar ainda que:

Taxas de ocupações reduzidas potencializam esse conceito, principalmente nas edificações que, juntamente a afastamentos mais generosos, áreas mínimas de terreno para implantação com maiores metragens, valorizam a ventilação e iluminação naturais.

Conclusão

Como você pode ver, as cidades compactas podem ser a solução para as incorporações que buscam diferencial e para as grandes metrópoles, que precisam de mais qualidade de vida.

Mas lembre-se:

Pensar a verticalização dessa maneira é uma visão extremamente coerente e positiva, mas é uma realidade que se torna possível apenas com um bom planejamento e a compreensão de todos os envolvidos – setor público e privado e sociedade civil.

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